Torva, febril, torcicolosamente,
numa espiral de elétricos volteios,
na cabeça, nos olhos e nos seios
fluíam-lhe os venenos da serpente.
Ah! que agonia tenebrosa e ardente!
que convulsões, que lúbricos
anseios,
quanta volúpia e quantos bamboleios,
que brusco e horrível
sensualismo quente.
(...)
Cruz e Sousa
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