terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Mar


      Na melancolia de teus olhos 
      Eu sinto a noite se inclinar 
      E ouço as cantigas antigas 
                Do mar. 

      Nos frios espaços de teus braços 
      Eu me perco em carícias de água 
      E durmo escutando em vão 
                O silêncio. 

      E anseio em teu misterioso seio 
      Na atonia das ondas redondas. 
      Náufrago entregue ao fluxo forte 
                Da morte.
      Vinicius

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